Tribunal Federal dos EUA mantém operações do ICE em Minnesota
ICARO Media Group TITAN
Neste sábado (31), um tribunal federal dos Estados Unidos rejeitou um pedido para suspender as operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) no estado de Minnesota. Com essa decisão, as operações de agentes federais contra imigrantes na região seguirão em vigor até que o caso seja julgado definitivamente. A ação judicial foi movida pelo estado de Minnesota e pelas cidades de Minneapolis e St. Paul, alegando que a operação "Metro Surge" viola a soberania estadual e configura discriminação por parte do governo federal. Esse trabalho conduzido pelo ICE já resultou na morte de dois cidadãos americanos.
A secretária de Justiça, Pam Bondi, comemorou a decisão, considerando-a uma "enorme vitória judicial", enquanto o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, expressou sua decepção com o desfecho. Mesmo diante dos incidentes fatais recentes, a juíza Katherine Menendez, responsável pelo caso, concluiu que, por enquanto, os prejuízos não justificam a concessão de uma medida cautelar. O tribunal ainda não emitiu um julgamento final sobre as alegações ou a legalidade das táticas dos agentes.
Em um desdobramento paralelo, um juiz federal ordenou a libertação imediata de Liam Conejo Ramos, de cinco anos, e de seu pai, Adrian Conejo Arias, solicitantes de asilo detidos durante a ofensiva migratória em Minnesota. Ambos entraram no país legalmente e estavam detidos no Texas desde o dia 20 de janeiro. O juiz Fred Biery criticou a conduta do governo, descrevendo o caso como resultado de uma busca por cotas de deportação, mesmo que isso resultasse na traumatização de crianças. A decisão determina que pai e filho sejam soltos até a próxima terça-feira (03).
Durante o final de semana, os Estados Unidos foram palco de diversos protestos em resposta a casos como o de Liam e de Renée. A mobilização de centenas de eventos em todo o país demonstra a crescente preocupação com as políticas migratórias e as ações do ICE.

