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Coração artificial no SUS: tecnologia salva quem espera transplante
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Coração artificial no SUS: tecnologia salva quem espera transplante

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Bons Fluidos
28/02/2026 11h30
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Atualmente, centenas de brasileiros enfrentam uma espera angustiante na fila por um transplante cardíaco. Dados do Ministério da Saúde de setembro de 2025 revelam que 448 pacientes aguardavam um novo órgão no país. Diante desse cenário alarmante, então, os corações artificiais aparecem como uma solução tecnológica vital para aumentar a sobrevida de quem apresenta quadros graves.

Coração artificial pelo SUS

Tecnicamente chamados de Dispositivos de Assistência Ventricular (DAV), esses equipamentos representam uma alternativa estratégica para oferecer qualidade de vida. O Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC) lidera a inovação no Brasil como a única instituição a realizar o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Até o momento, cinco pacientes já receberam o implante no local como terapia de destino. Isso significa que o dispositivo servirá como uso definitivo para o resto da vida desses indivíduos. A Dra. Carolina Casadei, médica responsável pela Seção de Insuficiência Cardíaca Avançada do IDPC, esclarece que o aparelho funciona como um braço direito do organismo.

“O dispositivo de assistência ventricular auxilia o coração que já está fraco, fornecendo o fluxo de sangue necessário para que o paciente se mantenha estável, como faria um orgão normal. No entanto, o coração do paciente continua funcionando dentro do que consegue, e o dispositivo entra para complementar esse trabalho”, explica a especialista.

Para quem é indicado?

O uso do DAV foca principalmente em pacientes com insuficiência cardíaca em estágio avançado que possuem contraindicações para o transplante tradicional. Segundo a médica, a indicação ocorre para “pacientes com diabetes de difícil controle, painel imunológico de anticorpos positivo, obesidade ou idade acima de 70 anos”. Na prática, o dispositivo é uma bomba mecânica implantada cirurgicamente, geralmente na ponta do coração e conectada à artéria aorta.

O design surpreende pela praticidade, apresentando um tamanho semelhante ao de um mouse de computador. Além dissio, sistema conta com um motor elétrico alimentado por baterias externas e possui proteção de um invólucro de titânio inserido no abdômen. A tecnologia, portanto, pode se tornar uma aliada fundamental no combate às doenças cardiovasculares, trazendo esperança real para quem não tinha outras alternativas.

*Texto feito em parceira com a Rojas Comunicação 

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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