Estudo alerta sobre substâncias tóxicas em utensílios de plástico preto
ICARO Media Group TITAN
Um estudo publicado na revista científica Chemosphere trouxe à tona um alerta sobre a presença de substâncias tóxicas liberadas por objetos domésticos feitos de plástico preto, como espátulas. A pesquisa revelou que essas toxinas, especialmente retardantes de chama, podem ser prejudiciais à saúde quando em contato com alimentos. A autora principal do estudo, Megan Liu, destacou que 85% dos produtos testados continham esses compostos químicos potencialmente nocivos.
Os pesquisadores analisaram diversos objetos de plástico preto em busca de substâncias tóxicas comuns em materiais reciclados. A presença de retardantes de chama, como o decabromodifenil éter, foi identificada em 17 dos 20 materiais com os níveis mais elevados de bromo. Esses compostos, em especial o éter difenílico, estão associados a vários problemas de saúde, como câncer, desequilíbrios hormonais e danos ao sistema nervoso.
Além disso, o estudo apontou que há uma concentração mais elevada de retardantes tóxicos em plásticos à base de estireno, como o ABS e o PSAI, frequentemente utilizados em eletrônicos pela sua resistência ao calor. Essas substâncias, como o 2,4,6-Tribromofenol, encontrado nos plásticos pretos, estão relacionadas à disfunção da tireoide em humanos e animais, podendo ser transferidas para alimentos durante o preparo.
Embora seja recomendado evitar utensílios de plástico preto, substituindo-os por materiais como madeira, os especialistas ressaltam que medidas individuais não são suficientes para resolver essa questão. A pesquisadora Bethanie Carney Almroth alerta que a mistura indiscriminada de materiais nos programas de reciclagem dificulta o controle de contaminantes, destacando a necessidade de mudanças sistêmicas, como restrições ao uso de químicos e novos designs de produtos para mitigar os riscos à saúde e ao meio ambiente.
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