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Congelamento de óvulos: o que você precisa saber antes de tomar essa decisão
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Congelamento de óvulos: o que você precisa saber antes de tomar essa decisão

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Anamaria
14/03/2026 18h00
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Em algum momento da vida adulta, quase toda mulher já sentiu que o relógio corre em um ritmo próprio, especialmente quando o assunto é maternidade. Colocar a carreira nos eixos, manter a saúde em dia, cuidar dos pais, conquistar a independência financeira. Os desejos e prioridades mudam com o tempo – e a ideia de “decidir agora” nem sempre parece justa ou possível.

É nesse cenário que o congelamento de óvulos deixa de ser um tema distante da medicina reprodutiva e passa a entrar nas conversas do dia a dia. Mais do que adiar decisões, o procedimento surge como uma forma de ganhar tempo e tranquilidade, respeitando o presente sem fechar portas para o futuro.

O que é, afinal, o congelamento de óvulos?

“O congelamento de óvulos é um processo planejado, seguro e cada vez mais comum, que permite à mulher preservar seu potencial reprodutivo para o futuro”, diz Paula Fettback, ginecologista e especialista em Reprodução Humana pela FEBRASGO. Antes da coleta, existe um percurso de avaliação médica que considera a saúde, o momento de vida e as expectativas da paciente.

Esse cuidado é fundamental para definir o melhor protocolo e alinhar possibilidades reais, já que o congelamento amplia escolhas, mas não garante uma gestação futura.

Como funciona o congelamento de óvulos?

  • Consulta inicial: avaliação da saúde ginecológica, hormonal e do momento de vida
  • Exames preparatórios: testes hormonais e ultrassonografia para análise da reserva ovariana
  • Estimulação ovariana: uso de hormônios por cerca de 10 dias para amadurecer mais de um óvulo
  • Acompanhamento médico: ultrassons e exames de sangue para ajustes e segurança
  • Coleta dos óvulos: procedimento rápido, sob sedação leve, por via transvaginal
  • Congelamento: seleção dos óvulos maduros e vitrificação
  • Retorno à rotina: geralmente no dia seguinte

O peso do tempo biológico

A idade é um dos fatores mais importantes no congelamento de óvulos. Com o passar dos anos, ocorre uma redução progressiva da quantidade e, principalmente, da qualidade dos óvulos. De forma geral, os melhores resultados estão associados a procedimentos realizados antes dos 35 anos, especialmente entre o final dos 20 e o início dos 30.

Na prática, porém, muitas mulheres chegam mais tarde ao consultório. “A idade média das mulheres que optam pelo congelamento de óvulos é de 37,3 anos, o que é considerado elevado quando analisamos apenas a qualidade dos óvulos”, diz Graziela Canheo, ginecologista e especialista em Reprodução Humana.

Isso não impede o procedimento, mas pode exigir mais de um ciclo e um alinhamento cuidadoso de expectativas. O congelamento não é garantia, mas uma possibilidade dentro de limites biológicos.

De mãos dadas com o tempo

Outra dúvida frequente é sobre quanto tempo os óvulos podem ficar congelados. Do ponto de vista científico, não há um prazo máximo definido, desde que a técnica adequada seja utilizada.

Um óvulo congelado aos 30 anos mantém essa “idade biológica”, mesmo que seja utilizado aos 40 ou 45. “O que realmente importa não é o tempo que o óvulo ficou congelado, mas a idade da mulher no momento da coleta”, diz Paula. O uso futuro vai depender da saúde uterina, das condições clínicas e dos planos reprodutivos naquele momento.

Custos, planejamento e decisões possíveis

O congelamento de óvulos também envolve planejamento financeiro. Segundo Graziela, no Brasil, o investimento médio por ciclo gira em torno de R$ 23 mil, valor que costuma incluir medicamentos, acompanhamento médico, coleta e congelamento. A taxa de armazenamento é cobrada à parte.

Em alguns casos, pode ser necessário realizar mais de um ciclo para atingir um número adequado de óvulos, o que impacta o custo final. Por isso, a transparência nessa conversa faz parte do cuidado desde o início.

O que mais você precisa saber

Antes de iniciar o processo, a avaliação médica é essencial. Ela inclui exames hormonais, ultrassonografia, sorologias e uma análise geral da saúde, permitindo personalizar o tratamento e reduzir riscos.

Os efeitos colaterais mais comuns estão ligados à estimulação hormonal, como inchaço abdominal ou alterações de humor, geralmente leves e temporárias.

A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1509, de 20 de fevereiro de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.

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Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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