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HPV: será que você sabe tudo sobre este vírus?
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HPV: será que você sabe tudo sobre este vírus?

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Anamaria
06/03/2026 17h04
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Mesmo com campanhas de conscientização, muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre o HPV, vírus diretamente associado ao câncer do colo do útero. Dados da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com o EVA Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos mostram que 42% das mulheres entre 18 e 45 anos não sabem se receberam a vacina contra o vírus ou não se lembram.

O HPV está ligado a praticamente todos os casos desse tipo de câncer. Segundo o Ministério da Saúde, os tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% das ocorrências da doença. O câncer do colo do útero é o terceiro mais frequente entre mulheres no Brasil e também figura entre as principais causas de morte por câncer na população feminina.

Diante desse cenário, especialistas apontam que esclarecer dúvidas é uma das principais formas de ampliar a prevenção. A seguir, veja quatro perguntas comuns sobre o vírus.

A vacina contra HPV é apenas para adolescentes?

Embora o Sistema Único de Saúde concentre a vacinação na faixa etária de 9 a 14 anos, a imunização não é restrita a esse grupo. A infectologista Luísa Chebabo, dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa, no Rio de Janeiro, explica que mulheres adultas também podem se beneficiar da vacina. “Mesmo quem não se vacinou na adolescência pode (e deve) buscar o imunizante na rede privada para atualizar sua proteção, conforme orientação médica”, diz.

A estratégia de vacinar crianças e adolescentes tem como objetivo garantir a proteção antes do início da vida sexual, momento em que ocorre a maior parte das transmissões.

A vacina é segura e realmente funciona?

Apesar da recomendação médica, ainda existem dúvidas sobre a eficácia da vacina contra o HPV. Segundo especialistas, o imunizante já tem um histórico consolidado de uso em diversos países. “Países com alta cobertura vacinal registraram quedas drásticas em infecções e lesões precursoras de câncer do colo do útero. A vacina protege dos tipos virais de maior risco.” A proteção ocorre principalmente contra os subtipos mais associados ao desenvolvimento do câncer cervical.

Quem já teve HPV ou já tomou a vacina precisa fazer o Papanicolau?

Mesmo quem já teve contato com o vírus ou já recebeu a vacina precisa manter o acompanhamento preventivo. “Quem já teve o vírus ainda se beneficia da vacina, pois ela protege contra outros subtipos aos quais a pessoa ainda não foi exposta. Para quem já se imunizou, é importante dizer que isso não tira a necessidade de fazer o exame Papanicolau (conhecido como preventivo), que continua sendo essencial para detectar alterações celulares precoces, já que o câncer do colo do útero tem uma progressão lenta e pode ser tratado antes de se tornar um tumor”, explica a ginecologista Martha Calvente, da clínica CDPI, também da Dasa.

O exame Papanicolau permite identificar alterações nas células do colo do útero antes que elas evoluam para um quadro mais grave.

Homens também devem se preocupar com o HPV?

Embora o tema seja frequentemente associado à saúde feminina, o HPV também afeta os homens. “Embora o foco muitas vezes esteja no câncer do colo do útero, o HPV também pode causar verrugas genitais e câncer de pênis, ânus e orofaringe nos homens. Além disso, eles podem transmitir o vírus mesmo sem apresentar sintomas. A vacinação de meninos e homens é uma estratégia fundamental de saúde pública. Ao ampliar a cobertura vacinal, reduzimos a circulação do vírus na população e fortalecemos a proteção coletiva, o que beneficia diretamente as mulheres”, diz o infectologista Guenael Freire, do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica

A vacinação masculina ajuda a reduzir a circulação do vírus na população e contribui para a prevenção em larga escala.

Resumo: O HPV está ligado a quase todos os casos de câncer do colo do útero, mas ainda gera muitas dúvidas. Especialistas explicam questões frequentes sobre vacinação, exames preventivos e o impacto do vírus também na saúde masculina.

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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