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Bebidas doces aumentam chances de câncer no intestino, diz estudo
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Bebidas doces aumentam chances de câncer no intestino, diz estudo

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Bons Fluidos
08/02/2026 14h00
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Bebidas açucaradas fazem parte do dia a dia de muita gente – refrigerante no almoço, energético para “aguentar” a rotina, suco artificial na correria. O problema é que esse hábito, quando vira rotina, pode cobrar um preço alto do intestino. Um estudo publicado na revista Gut acendeu um alerta: consumir duas ou mais bebidas adoçadas por dia pode dobrar o risco de câncer colorretal em adultos com menos de 50 anos.

E não estamos falando só de refrigerante. Entram na conta bebidas esportivas, energéticos e aquelas “com sabor de fruta”, que concentram grande parte dos açúcares adicionados na dieta ocidental.

Por que isso preocupa tanto?

O câncer de intestino (ou câncer colorretal) afeta o intestino grosso e o reto, a parte final do sistema digestivo. O que chama atenção nos dados é a relação com a exposição precoce ao açúcar líquido: quanto mais cedo o hábito começa, mais tempo o organismo fica exposto a um fator de risco.

Na pesquisa, cada porção diária de bebida açucarada foi associada a aumento de risco – os números citados apontam impacto importante, especialmente quando esse consumo começa na adolescência e se mantém ao longo dos anos.

O estudo: mais de 20 anos acompanhando hábitos e saúde

O trabalho acompanhou cerca de 100 mil enfermeiras nos Estados Unidos entre 1991 e 2015. Um recorte relevante analisou milhares de mulheres que já consumiam bebidas adoçadas desde a adolescência, justamente para entender como o padrão alimentar do início da vida pode influenciar diagnósticos mais tarde.

Ao Catraca Livre, o oncologista Fernando Maluf comenta que o risco cresce com frequência e tempo de consumo, e alerta que mesmo quantidades menores, quando habituais, já entram no radar. “Estamos começando a perceber um aumento considerável no risco de câncer em indivíduos que consomem mais de 250 ml de bebidas açucaradas por semana. Esses consumidores podem aumentar o risco de câncer de intestino entre 35 a 40% em comparação a quem não consome esses tipos de bebidas”.

Uma das hipóteses mais discutidas é o efeito do “açúcar líquido” no metabolismo: ele entra rápido na corrente sanguínea, favorece picos de glicose e insulina e pode contribuir para ganho de peso e inflamação crônica – um terreno que, ao longo do tempo, pode favorecer alterações associadas ao desenvolvimento de doenças.

Sinais de alerta: quando prestar atenção?

O câncer colorretal pode ser silencioso no início. Quando os sintomas aparecem, eles costumam estar mais associados a fases avançadas, e por isso não devem ser ignorados. Entre os sinais que merecem investigação: sangue nas fezes; dor abdominal frequente; mudança persistente no ritmo intestinal (diarreia ou prisão de ventre fora do padrão); anemia por deficiência de ferro. Se algo disso surge de forma contínua, o ideal é procurar avaliação médica.

Como reduzir o risco na prática

A boa notícia é que a prevenção existe. E ela passa por escolhas repetidas no cotidiano, não por “soluções milagrosas”.

1. Troque o hábito do açúcar líquido

Reduzir refrigerantes, energéticos e sucos artificiais já é um passo importante. Para facilitar: água com gás + limão/laranja; chá sem açúcar (ou com redução gradual); sucos naturais diluídos e sem adoçar (quando fizer sentido).

2. Priorize fibras e comida de verdade

Dietas com mais fibras, frutas, vegetais e grãos integrais são associadas a menor risco de câncer de intestino. Além de ajudarem no trânsito intestinal, esses alimentos contribuem para uma microbiota mais saudável.

3. Mexa o corpo com regularidade

Atividade física frequente e manutenção de um peso saudável entram como fatores protetores clássicos.

4. Atenção aos ultraprocessados

Além do açúcar, o combo de aditivos e processamento frequente tende a piorar a qualidade global da dieta. A orientação é simples: quanto mais “de pacote” e menos reconhecível o alimento, maior o cuidado.

Leia também: Câncer de mama e a eficácia do rastreamento por mamografia”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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