Caminhada do gorila: conheça exercício físico que virou tendência
Bons Fluidos

A chamada “caminhada do gorila” se tornou uma febre em academias, treinos funcionais, aulas de calistenia e práticas como o animal flow. O movimento, que imita o deslocamento dos primatas, vem sendo usado principalmente como aquecimento, ativando vários grupos musculares ao mesmo tempo. E apesar do nome curioso, o exercício tem ganhado destaque por um motivo simples: ele trabalha o corpo de um jeito que a rotina moderna quase nunca exige.
Por que imitar primatas pode fazer tão bem?
Para quem passa horas sentado e se movimenta pouco durante o dia, exercícios que envolvem padrões “naturais” de deslocamento podem trazer benefícios surpreendentes. A caminhada do gorila ativa cadeias musculares profundas, melhora a consciência corporal e exige coordenação entre braços, pernas e tronco – algo pouco explorado nos movimentos cotidianos.
Embora hoje os seres humanos caminhem eretos, nossos ancestrais nem sempre se deslocaram assim. Durante milhões de anos, a locomoção era feita com apoio dos quatro membros. Por isso, esse tipo de movimento por alguns minutos pode funcionar como um estímulo funcional poderoso: o corpo é desafiado a trabalhar com padrões mais completos, sem necessidade de aparelhos ou pesos.
Benefícios da caminhada do gorila
De acordo com especialistas, a prática pode trazer ganhos importantes quando usada como complemento no treino. Entre os principais benefícios, estão:
1. Mais equilíbrio e coordenação
Como o exercício exige que braços e pernas se movam juntos de forma sincronizada, ele desafia o sistema neuromuscular e melhora a estabilidade corporal.
2. Mobilidade do quadril
Em uma era marcada pelo sedentarismo, o quadril tende a ficar rígido e enfraquecido. A caminhada do gorila reativa flexores e extensores com movimentos multidirecionais, ajudando a ampliar a amplitude articular.
3. Fortalecimento de ombros e punhos
O apoio do peso do corpo nos braços fortalece punhos, ombros e articulações superiores, reproduzindo o esforço natural que os primatas fazem ao se deslocar.
4. Ativação do core
O abdômen e a região central do corpo trabalham intensamente para manter o tronco estável durante o movimento, protegendo a coluna e melhorando a postura.
Como fazer a caminhada do gorila na prática
Para executar o exercício de forma segura, siga o passo a passo – e lembre-se que a fluidez é mais importante do que a velocidade:
- Comece em um agachamento baixo;
- Mantenha os pés um pouco mais afastados que a largura dos ombros;
- Alinhe joelhos com os dedos dos pés;
- Mantenha a coluna neutra e o core ativado;
- Balance suavemente o corpo de um lado para o outro;
- Posicione as mãos à frente;
- Use a força do abdômen e do tronco para conduzir o deslocamento;
- Caminhe alguns passos para frente e depois retorne invertendo o movimento.
Atenção: não é um exercício para todo mundo
Apesar da popularidade, especialistas reforçam que a caminhada do gorila deve ser uma ferramenta de aquecimento ou ativação muscular – e não o treino principal. Além disso, o exercício não é indicado para pessoas com lesões nos tornozelos, joelhos ou quadris. Nesses casos, o ideal é buscar orientação médica e acompanhamento profissional antes de tentar.
A caminhada do gorila mostra como movimentos simples e “primitivos” podem ser extremamente eficazes no corpo atual, especialmente em uma rotina marcada por telas, sedentarismo e pouca mobilidade. Mais do que uma moda curiosa, ela representa uma tendência crescente: exercícios que resgatam padrões naturais, melhoram a força funcional e ajudam o corpo a se mover com mais liberdade – sem exageros, mas com consciência.
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