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Parteira de Gisele Bündchen detalha técnica conhecida como 'ultrassom natural'
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Parteira de Gisele Bündchen detalha técnica conhecida como 'ultrassom natural'

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Bons Fluidos
22/01/2026 19h30
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A parteira de Gisele Bündchen, Mayra Calvette, chamou a atenção dos seguidores das redes sociais ao compartilhar uma foto da modelo na fase final da terceira gestação, com a barriga pintada. O registro despertou curiosidade ao apresentar uma prática pouco conhecida do público: o chamado ‘ultrassom natural’.

Em entrevista exclusiva à Quem, a enfermeira obstetra e neonatal evitou comentar qualquer detalhe sobre o parto de da famosa, que manteve a gravidez e o período após o nascimento longe dos holofotes, mas explicou em detalhes a técnica, que une saberes científicos, expressão artística e referências ancestrais.

O que é o ultrassom natural?

A prática foi criada e difundida pela parteira mexicana Naolí Vinaver em 1992, e trata-se de um método que une técnica e sensibilidade. “É uma mistura de arte e ciência”, afirma Mayra. A enfermeira explica que aprendeu diretamente com Naolí e destaca que, ao contrário do ultrassom convencional, o procedimento não envolve equipamentos tecnológicos. Ele acontece por meio do “toque consciente, da observação cuidadosa e da escuta do corpo da mulher.”

“Qualquer pessoa pode tocar uma barriga grávida e tentar sentir o bebê, mas quando essa prática é feita por profissionais do parto, como parteiras, enfermeiras obstétricas, obstetrizes ou médicos, a percepção tende a ser muito mais precisa”, ressalta.

Mayra também chama atenção para um detalhe que pode ocorrer a partir da 30ª semana de gestação, quando o bebê já está maior. Nessa fase, é possível ouvir os batimentos cardíacos encostando o ouvido diretamente na barriga da gestante. “Gosto muito de ensinar os companheiros e companheiras a escutarem dessa forma, porque isso cria uma conexão profunda, íntima e emocionante, muitas vezes mais marcante do que ouvir o som por um aparelho”, revela.

Como a técnica é realizada?

O procedimento acontece em um ambiente calmo e acolhedor, onde a gestante se sinta segura. Em muitos casos, o momento inclui exercícios de respiração, diálogo, música suave ou até uma breve meditação, favorecendo a presença e a conexão.

A pintura surge como uma forma de materializar o que foi percebido durante o toque. Para isso, Mayra utiliza apenas produtos atóxicos e hipoalergênicos, próprios para a pele, como lápis de olho, delineadores, sombras coloridas ou tintas usadas em pintura facial infantil. “No meu caso, o desenho costuma levar cerca de 20 minutos, mas esse tempo pode variar bastante”, revela ela, sendo a responsável por realizar as ilustrações.

O impacto emocional da experiência

Para muitas gestantes, o ultrassom natural representa um momento intenso e significativo. A prática contribui para fortalecer o vínculo entre mãe e bebê, amplia a percepção corporal, favorece o relaxamento e resgata conhecimentos ancestrais ligados ao corpo feminino.

“A pintura ajuda a gestante a visualizar o bebê, a compreender melhor o que está acontecendo dentro de si e a se apropriar da própria gestação de forma mais ativa e amorosa. Para muitas mulheres, essa experiência é profunda, acolhedora e transformadora. Ela fortalece o vínculo entre mãe e bebê, estimula a consciência corporal e a escuta do próprio corpo, promove relaxamento, presença e confiança, além de resgatar a sabedoria ancestral do corpo feminino”, diz a parteira.

Quando há outros filhos, o momento pode ganhar ainda mais significado. “Eles costumam se envolver, tocar, pintar e perguntar, tornando mais concreta e real a ideia de que há um bebê crescendo ali dentro”, conta Mayra, deixando um avisa importante. “O ultrassom natural não substitui o ultrassom médico. O exame médico é importante e deve ser realizado quando bem indicado e realmente necessário”, finaliza.

Leia também: Tâmaras podem facilitar o trabalho de parto? Entenda o truque usado por Rafa Kalimann

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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