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Por que estamos tão cansados? Psicólogo denuncia a cultura da exaustão em novo livro
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Por que estamos tão cansados? Psicólogo denuncia a cultura da exaustão em novo livro

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Bons Fluidos
07/01/2026 11h47
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Com mais de 470 mil brasileiros afastados do trabalho por transtornos mentais somente em 2024, a busca por alternativas que promovam leveza e significado tornou-se urgente. É nesse contexto no qual a exaustão deixou de ser exceção e se tornou uma regra. Pensando nisso, o psicólogo Lucas Freire, referência nacional na ciência do Playfulness, publicou a obra Exaustos: Imaginando saídas para o cansaço diário, lançamento da Buzz Editora.

Exaustão e suas consequências

Logo nas primeiras páginas, Freire dá nome a um mal compartilhado socialmente: a exaustão crônica. Segundo o especialista que soma mais de 20 anos de experiência na área de saúde mental, as pessoas estão inseridas em uma sociedade acelerada. “A lentidão é confundida com ineficiência, o tempo tornou-se fardo e a multitarefa, falsamente celebrada como virtude, se mostra uma ilusão perigosa, que compromete o bem-estar, declara. 

Com olhar clínico e crítico, o autor revela que a exaustão atinge hoje uma camada neurológica. Ao nomear essa condição de “neuroprisão”, Freire explica que a mente humana é alvejada por estímulos incessantes. Inclusive pelo neuromarketing, ciência projetada para manipular desejos no inconsciente. Nessa circunstância, o tempo livre se transforma em mercadoria e o Playfulness, ou “espírito lúdico”, representado pelos momentos de curiosidade e espontaneidade, acaba sendo ignorado. 

Como mudar este cenário?

Mais do que diagnosticar uma coletividade exausta, Lucas Freire indica caminhos que servem como antídoto para a situação. Inspirado em pesquisas de neurociência e no amplo trabalho na área, o autor detalha a importância do Playfulness como habilidade para enfrentar desafios com resiliência. Conforme defende o psicólogo, o “Play” ativa mais circuitos cerebrais que qualquer outro comportamento, promove neuroplasticidade e estimula a imaginação. 

Entendido não somente como brincar, o Playfulness representa o estado de engajamento livre, criativo e prazeroso. Para favorecer a aplicação do conceito no dia a dia, Freire descreve os tipos de personalidades lúdicas, apresenta um framework com 12 dimensões universais do “play humano” e propõe os sete princípios do conceito. Com exercícios práticos, como a Auditoria de 24 horas, o Detox de Notificação, o Autodiagnóstico de Neuroprisões e um Plano de Ação Playfulness de 90 dias, o autor oferece ferramentas para transformar reflexão em resultados. 

Exaustos é mais do que um diagnóstico social, é um manifesto pela leveza. Uma leitura essencial para todos que se sentem cansados de correr, produzir, performar e tentar acompanhar a avalanche diária de informações. A obra oferece um caminho revolucionário para reencontrar vitalidade, liberdade e sentido, mostrando a imaginação lúdica como uma poderosa ferramenta de cura. 

*Fonte: LC Comunicação

Leia também: O guia do descanso ativo: por que desconectar é essencial?”

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