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Silicone e câncer: o que a ciência diz e o que toda mulher precisa saber
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Silicone e câncer: o que a ciência diz e o que toda mulher precisa saber

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Bons Fluidos
04/03/2026 00h00
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Nos últimos anos, alertas sobre uma possível relação entre implantes mamários e câncer passaram a gerar dúvidas entre mulheres que já possuem silicone ou pensam em realizar o procedimento. Segundo o cirurgião plástico Dr. Régis Ramos, é fundamental separar informações científicas de mitos que circulam nas redes sociais e em conteúdos não especializados.

Existe um risco real?

De acordo com o especialista, pesquisas realizadas em diferentes países demonstram que implantes mamários, sejam de silicone ou preenchidos com solução salina, não aumentam o risco de desenvolvimento do câncer de mama mais comum, formado por tumores que surgem nas glândulas ou ductos mamários. 

“A comunidade médica internacional considera os implantes seguros quando há indicação adequada e acompanhamento profissional regular. O que existe é uma associação com uma condição extremamente rara e específica, que precisa ser esclarecida para o público”, explica o médico.

Entenda o que é BIA-ALCL

Essa condição é conhecida como BIA-ALCL (Linfoma Anaplásico de Grandes Células associado a Implante Mamário). Diferente do câncer de mama tradicional, trata-se de um linfoma. Ou seja, um tipo de câncer que afeta células do sistema imunológico e que costuma se desenvolver na cápsula fibrosa formada naturalmente pelo organismo ao redor da prótese.

Segundo Dr. Régis, esse linfoma geralmente surge anos após a cirurgia e, embora seja raro, levou a mudanças nos protocolos de acompanhamento médico e na avaliação de alguns tipos de implantes.

Estudos indicam que a maioria dos casos está relacionada a próteses com superfície texturizada. A hipótese científica é que essa textura possa favorecer processos inflamatórios crônicos ou facilitar a colonização bacteriana, estimulando reações imunológicas locais. Ainda assim, não existe uma causa única comprovada, sendo considerada uma interação entre o implante, o organismo e fatores individuais do sistema imunológico.

Como identificar os sintomas?

O especialista alerta que algumas alterações podem funcionar como sinais de atenção. Entre elas, estão aumento repentino e unilateral da mama, geralmente causado por acúmulo de líquido ao redor da prótese anos após a cirurgia, dor persistente ou presença de nódulos na região do implante. Nesses casos, a orientação é procurar avaliação médica o quanto antes.

Importância da prevenção

Dr. Régis Ramos reforça que a prevenção começa pela escolha informada do procedimento. “É fundamental que a paciente converse com o cirurgião sobre os tipos de implante, seus benefícios, possíveis riscos e alternativas reconstrutivas. O acompanhamento médico periódico também é indispensável para monitorar a saúde mamária”, destaca.

Para mulheres que já possuem implantes, a recomendação é manter consultas regulares, buscar informações sobre o tipo de prótese utilizada e procurar atendimento médico caso surjam sintomas como dor, inchaço ou alterações tardias nas mamas.

“A principal mudança dos últimos anos foi o aumento da vigilância médica sobre o BIA-ALCL. Trata-se de uma condição rara, mas com altas chances de tratamento eficaz quando diagnosticada precocemente. Informação e acompanhamento adequado são as melhores formas de reduzir riscos e garantir segurança para as pacientes, conclui o cirurgião plástico.

Sobre o especialista

Dr. Regis Ramos é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; Membro Associado do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; Especialista em Cirurgia Plástica pela AMB.

Leia também: Câncer de mama e a eficácia do rastreamento por mamografia”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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