Torção gástrica: saiba como identificar e salvar seu cão
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Se o seu cachorro apresentar ânsia de vômito, barriga inchada e passar a se espreguiçar repetidas vezes, é possível que esteja sofrendo com uma torção gástrica. A condição, também chamada de Dilatação Vólvulo-Gástrica (DVG), pode causar desde incômodos moderados até complicações severas, como a falência de múltiplos órgãos. Por isso, o quadro exige atenção imediata dos tutores, conforme aponta o especialista Alexandre Rossi.
“Nessas situações, o estômago dele roda no próprio eixo. Dessa forma, o órgão fica isolado do resto do esôfago e do intestino. Então, o cão não consegue liberar o ar que junta na digestão e na fermentação dos alimentos, nem arrotando e nem soltando gases. Essa torção começa a estrangular a corrente sanguínea e o estômago passa a inchar”, explicou o profissional em seu perfil no Instagram.
Raças mais afetadas
De acordo com Rossi, a condição é “grave e relativamente comum em algumas raças”. Ela tende a afetar com maior frequência cachorros de grande porte com tórax profundo e estreito. Estão entre as raças de risco, por exemplo, o São Bernardo, o Pastor Alemão, o Labrador Retriever e o Golden Retriever. Além disso, pets menores, como o Basset Hound e o Dachshund (conhecido como salsicha), também podem apresentar a doença.
As causas da torção gástrica ainda não estão bem esclarecidas para os especialistas. O que se sabe, no entanto, é que cães com parentes que já tiveram o problema são mais propensos a desenvolvê-la. Hábitos prejudiciais, como comer e beber rapidamente ou movimentar-se logo após as refeições, além da idade avançada, ainda aumentam as chances do diagnóstico.
Como agir em caso de torção gástrica?
Nesses casos, os animais demonstram desconforto com agitação, lambidas e salivação excessiva — muitas vezes de aparência espumosa. Ademais, ficam com a respiração ofegante, a barriga aumenta de tamanho (adquirindo um aspecto rígido), ocorrem tentativas de vômito e, em situações graves, até desmaios. A ação após esses sinais, conforme apontou o profissional, deve ser ágil, pois, dentro de quatro a seis horas, o cachorro já corre risco de morte.
“Existem raças, como o Dogue Alemão, em que 30% ou 40% dos cães podem morrer de torção gástrica durante a vida se não forem socorridos. E qual é a solução? Chegar ao médico veterinário. Ele vai rotacionar o estômago novamente para a posição natural e, então, o animal conseguirá liberar os gases arrotando ou soltando gases. É assim que você salvará a vida do seu cachorro”, orientou Rossi.
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