Vulnerabilidade Climática: Manoel Brancante propõe novo modelo de urbanismo costeiro baseado em infraestrutura verde e gestão hídrica
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Especialista em planejamento regional e mestre pela escola francesa, urbanista utiliza expertise em zonas costeiras para mitigar impactos ambientais e proteger ecossistemas sensíveis
À medida que cidades costeiras ao redor do mundo enfrentam os desafios crescentes da elevação do nível do mar e da urbanização desordenada, a experiência de urbanistas que dominam a interface terra-água torna-se um ativo estratégico. Neste contexto, o trabalho de Manoel Brancante emerge como uma referência técnica vital. Com uma tese pioneira defendida na França sobre o impacto ambiental de grandes infraestruturas viárias em ecossistemas costeiros — especificamente focada na Rodovia Rio-Santos — Brancante dedicou sua carreira a resolver o conflito entre o desenvolvimento humano e a preservação ambiental, oferecendo soluções que garantem a resiliência das orlas marítimas.
Sua abordagem técnica distingue-se pela capacidade de desenhar infraestruturas náuticas que respeitam a hidrodinâmica local. Seu portfólio inclui estudos complexos para a Marina Pública de São Sebastião e complexos náuticos em Salvador e Bertioga, projetos que exigem um domínio profundo de engenharia costeira e gestão ambiental. Em um momento em que a "Economia Azul" ganha tração global, a habilidade de Manoel Brancante em projetar marinas que funcionam como amortecedores ambientais e motores econômicos oferece um modelo replicável para regiões que buscam adaptar suas zonas costeiras às mudanças climáticas sem sacrificar o potencial turístico.
Além da gestão costeira, Brancante é um inovador no uso de "Infraestrutura Verde" para drenagem e resiliência urbana. Seus inúmeros projetos de campos de golfe e routing plans — como os desenvolvidos para a Fazenda da Grama, Terras de São José e grandes empreendimentos em Jaboticatubas — não são concebidos apenas como equipamentos esportivos, mas como vastas áreas permeáveis que gerenciam águas pluviais e preservam corredores ecológicos. Sua metodologia transforma grandes glebas de terra em esponjas urbanas, mitigando enchentes e recarregando aquíferos, uma solução crítica para metrópoles que sofrem com a impermeabilização excessiva. Ao integrar o rigor acadêmico de sua formação na Université Paris VIII com décadas de prática em ambientes tropicais, Manoel Brancante apresenta um urbanismo de adaptação indispensável para o futuro das cidades globais.

