Home
Notícias
Ex-espião reafirma que Jango foi envenenado e busca depoimento oficial
Notícias

Ex-espião reafirma que Jango foi envenenado e busca depoimento oficial

publisherLogo
Aventuras Na História
26/02/2025 13h46
icon_WhatsApp
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/images/photos/16471869/original/open-uri20250226-56-1px4np1?1740577753
©Getty Images
icon_WhatsApp
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

O ex-agente do serviço de inteligência do Uruguai, Mário Neira, manifestou interesse em prestar um depoimento oficial sobre a morte do ex-presidente brasileiro João Goulart –também conhecido como Jango – assim que a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos reabrir o caso.

O ex-presidente governou o país entre 1961 e 1964, sendo deposto pelo golpe militar. Exilado na Argentina, morreu em 6 de dezembro de 1976, em Mercedes, com a causa oficial atribuída a um ataque cardíaco.

Conforme revelado pela coluna de Jamil Chade, no UOL, Neira, que monitorou Goulart no exílio entre 1973 e 1976, sustenta desde 2008 que o ex-presidente foi envenenado

Jango se tornou perigoso para o regime porque ele aglutinava pessoas com poder político de diversas correntes. Sua participação em um plano de retorno ao Brasil era vista como uma ameaça. O governo militar não considerava o momento propício para o seu retorno", afirmou à coluna. 

Busca por justiça

O ex-agente já havia revelado detalhes dessa vigilância em 2015, no documentário “Operação Condor: Verdade Inconclusa”, onde mencionou escutas feitas na fazenda onde o ex-presidente vivia e conversas entre militares brasileiros e estrangeiros. Ele também relatou manobras para impedir a realização de uma autópsia, garantindo que o corpo permanecesse intocado por pelo menos 48 horas.

Neira comunicou sua disposição de depor a João Vicente Goulart, filho do ex-presidente, e ao diretor Cleonildo Cruz, que trabalha em uma série sobre a Operação Condor. Para João Vicente, a reabertura do caso é essencial: 

O caso João Goulart não está finalizado. Ele está aberto na Justiça do Rio Grande do Sul. Não é aceitável que a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos investigue a morte de Juscelino Kubitschek e ignore a de Goulart. A falta de esclarecimento sobre esse caso é algo que não podemos mais tolerar", reiteirou ao UOL. 

Cruz também destacou a importância do testemunho do ex-agente e confirmou que ele pretende compartilhar sua versão dos fatos. A série televisiva sobre a Operação Condor contará com sete episódios e direção de Luiz Gonzaga Belluzzo. O projeto abordará também casos como o de Pablo Neruda, os voos da morte e a cooperação entre os regimes militares do Cone Sul. 

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
icon_WhatsApp
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também