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Ansiedade de separação tem jeito?
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Ansiedade de separação tem jeito?

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Anamaria
22/02/2026 16h30
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É comum ouvir que cachorro “fica carente” quando o tutor sai de casa. Mas, em alguns casos, a reação do pet é intensa, persistente e acompanhada de sinais claros de sofrimento. Quando o animal chora, destrói objetos, se machuca ou demonstra descontrole sempre que fica sozinho, é preciso ligar o sinal de atenção. Esses comportamentos podem indicar ansiedade de separação, um transtorno que compromete o bem-estar do cachorro e a rotina da família.

Mais frequente em cães que passam muitas horas sozinhos, vivem em apartamentos ou têm um vínculo muito intenso com o tutor, a ansiedade de separação não deve ser confundida com birra ou falta de adestramento. Trata-se de uma resposta emocional real, que merece cuidado e acompanhamento.

O que é ansiedade de separação?

A ansiedade de separação acontece quando o cão apresenta um nível elevado de estresse ao se afastar da pessoa com quem tem maior vínculo afetivo. Essa reação vai além do desconforto momentâneo e pode evoluir para quadros de pânico, nos quais o animal perde a capacidade de se autorregular emocionalmente.

Nesses casos, a ausência do tutor é interpretada como uma ameaça e o cachorro reage tentando restabelecer o contato ou aliviar a angústia de alguma forma. Esse processo afeta tanto o comportamento quanto o funcionamento do organismo, com reflexos físicos e emocionais.

Sinais

  • Choro intenso, uivos ou latidos persistentes após a saída do tutor;
  • Inquietação e dificuldade para relaxar;
  • Destruição de portas, móveis ou objetos pessoais;
  • Lambedura excessiva das patas ou de outras partes do corpo;
  • Respiração acelerada e aumento da frequência cardíaca;
  • Recusa de água ou alimento na ausência do tutor;
  • Xixi e cocô fora do local habitual, mesmo em cães já educados.
Ansiedade de separação: veja como controlar. Foto: FreePik
Ansiedade de separação: veja como controlar. Foto: FreePik

Por que alguns cães desenvolvem esse transtorno?

Cães são animais sociais e tendem a se sentir mais seguros em grupo. Quando ficam sozinhos por longos períodos, especialmente sem estímulos, podem experimentar medo, tédio e frustração. Filhotes muito dependentes, cães que passaram por mudanças bruscas na rotina ou que vivenciaram abandono também estão mais suscetíveis.

Outro fator importante é a forma como o tutor se despede ou retorna para casa. Reforçar demais esses momentos, com despedidas longas ou recepções exageradas, pode aumentar a expectativa e tornar a ausência ainda mais difícil para o animal.

Previna desde cedo

Acostumar o cachorro a ficar sozinho de forma gradual ajuda a construir confiança e autonomia. Algumas estratégias eficazes incluem:

  • Fazer saídas curtas e frequentes, aumentando o tempo aos poucos;
  • Evitar despedidas longas ou muito emotivas;
  • Deixar o ambiente confortável e previsível durante a ausência;
  • Oferecer brinquedos interativos antes de sair;
  • Passear com o cachorro antes de deixá-lo sozinho, reduzindo a energia acumulada.

Tratamento

Quando os sinais já estão instalados, o caminho exige paciência, constância e empatia. O primeiro passo é garantir que o cachorro esteja saudável, descartando dores ou doenças que possam intensificar o comportamento. Em seguida, é fundamental tornar o ambiente mais estimulante e adaptado às necessidades do animal.

O enriquecimento ambiental é um grande aliado. Ele pode ser feito com desafios simples, como brinquedos que liberam petiscos aos poucos, obstáculos para serem superados ou variação de estímulos ao longo do dia. A ideia é ocupar o tempo do cachorro com atividades que façam sentido para ele.

Brinquedos que reduzem a ansiedade

Brinquedos adequados fazem diferença na rotina de cães que passam parte do dia sozinhos. Eles ajudam a reduzir o estresse, mantêm o animal ocupado e estimulam o raciocínio. Brinquedos recheáveis, quebra-cabeças e mordedores são exemplos que favorecem a concentração e desviam o foco da ausência do tutor.

É importante escolher itens resistentes, seguros e compatíveis com a idade do cachorro. Filhotes, adultos e idosos têm necessidades diferentes, e o tipo de brinquedo deve acompanhar essa fase da vida.

A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1506, de 30 de janeiro de 2025). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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