Dia Mundial do Rim: 7 hábitos comuns que podem prejudicar a saúde dos órgãos
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Ele trabalha silenciosamente, 24 horas por dia, para manter o organismo funcionando bem. Mesmo sem chamar atenção, o rim desempenha tarefas vitais: filtra o sangue, elimina toxinas pela urina, regula a quantidade de líquidos no corpo e ajuda a controlar a pressão arterial. Também participa do equilíbrio de minerais e da produção de hormônios relacionados à vitamina D e à formação dos glóbulos vermelhos.
Justamente por exercerem tantas funções sem causar sintomas evidentes, os rins podem sofrer danos ao longo do tempo sem que a pessoa perceba. Alguns hábitos aparentemente inofensivos – repetidos diariamente – podem comprometer gradualmente a saúde renal.
Hábitos comuns que podem prejudicar os rins
Algumas escolhas do cotidiano têm impacto direto no funcionamento desses órgãos. Conhecer esses fatores é um passo importante para preservar a saúde renal ao longo da vida.
1. Beber pouca água
A hidratação é essencial para o funcionamento adequado dos rins. Quando a ingestão de líquidos é insuficiente, o organismo passa a produzir uma urina mais concentrada para manter o equilíbrio interno. Com isso, a eliminação de toxinas se torna menos eficiente, aumentando o risco de cálculos renais, infecções urinárias e acúmulo de resíduos no organismo. A longo prazo, essa sobrecarga pode prejudicar o funcionamento dos rins.
2. Alimentação rica em ultraprocessados e sal
A dieta tem um papel central na saúde renal. O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, gorduras de baixa qualidade e aditivos, pode favorecer processos inflamatórios e alterações metabólicas.
“O consumo de carne vermelha processada e alimentos ultraprocessados está ligado à doença renal crônica (perda da função renal) em quem já tem alteração nos rins. Alimentos ricos em açúcar, gorduras não saudáveis, sal e aditivos promovem inflamação e alterações metabólicas que impactam a saúde dos órgãos”, explica o nefrologista Marcelino de Souza Durão Junior, em entrevista ao portal Drauzio Varella.
O excesso de sal também merece atenção, pois está associado ao aumento da pressão arterial e à perda de proteína pela urina, fatores que aceleram a progressão de doenças renais.
3. Sedentarismo
A falta de atividade física também pode impactar a saúde dos rins. O sedentarismo favorece o ganho de peso, contribui para o aumento da pressão arterial e aumenta o risco de desenvolver diabetes – três condições diretamente ligadas à doença renal crônica.
4. Dormir mal
A qualidade do sono também influencia o funcionamento dos rins. Dormir pouco ou ter um sono irregular pode alterar o equilíbrio hormonal e aumentar substâncias que provocam constrição dos vasos sanguíneos. Como os rins dependem de uma circulação adequada para filtrar o sangue, essa alteração pode comprometer gradualmente sua função.
5. Automedicação
O uso indiscriminado de medicamentos representa outro risco importante para os rins. Muitas substâncias precisam ser filtradas e eliminadas por esses órgãos, o que aumenta a carga de trabalho renal. Esses medicamentos podem reduzir o fluxo sanguíneo nos rins e prejudicar o processo de filtração.
6. Ignorar infecções urinárias
Infecções urinárias não tratadas adequadamente podem se espalhar pelo trato urinário e atingir os rins, provocando inflamação e dor intensa. Episódios repetidos ou negligenciados podem causar danos permanentes ao tecido responsável pela filtragem do sangue.
7. Consumo excessivo de álcool e tabagismo
O cigarro prejudica a circulação sanguínea, aumenta a inflamação e agrava os efeitos de doenças crônicas sobre os rins. Já o consumo excessivo de álcool pode levar à desidratação, elevar a pressão arterial e provocar sobrecarga metabólica.
Sinais de alerta que merecem atenção
Embora muitas doenças renais sejam silenciosas no início, alguns sintomas podem surgir com a progressão do problema. Entre os sinais de alerta estão:
- Inchaço nas pernas, tornozelos, pés ou ao redor dos olhos;
- Mudanças na aparência ou quantidade da urina;
- Urina com espuma excessiva ou presença de sangue;
- Cansaço persistente;
- Náuseas e perda de apetite;
- Coceira na pele;
- Cãibras frequentes;
- Pressão arterial elevada de difícil controle.
Pessoas com diabetes, hipertensão, histórico familiar de doença renal, obesidade ou idade acima de 60 anos devem ter atenção redobrada.
Um alerta global para a saúde dos rins
Celebrado na segunda quinta-feira de março, o Dia Mundial do Rim reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças renais. Em 2026, a campanha completa 20 anos e chama atenção para a relação entre saúde, sustentabilidade e acesso ao tratamento.
O alerta é relevante: a Doença Renal Crônica (DRC) vem crescendo em todo o mundo e já é considerada um importante problema de saúde pública. Como muitas vezes evolui sem sintomas claros, cuidar dos hábitos diários e realizar exames periódicos são atitudes fundamentais para preservar a saúde dos rins.
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