Mulher desaparecida em subsolo de prédio em Goiás completa um mês sem respostas
Anamaria
O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, completa um mês neste sábado (17) sem esclarecimentos oficiais. Ela foi vista pela última vez no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas, no interior de Goiás. Desde então, familiares não conseguiram mais contato, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás.
Daiane morava sozinha e administrava imóveis da família na cidade. Na noite do desaparecimento, ela percebeu a falta de energia elétrica em seu apartamento e decidiu sair para verificar o problema nas áreas comuns do condomínio. A movimentação foi registrada por câmeras de segurança do prédio.
No entanto, o registro apresenta uma interrupção de cerca de dois minutos. Quando a gravação retorna, Daiane aparece sozinha, entra novamente no elevador e segue até o primeiro subsolo. A partir desse ponto, não há novos registros da corretora nas câmeras do condomínio.
Vídeos enviados e o último contato conhecido
Além das câmeras de segurança, Daiane gravava vídeos para uma amiga naquela noite. Em uma das gravações, ela mostra o apartamento sem energia, o deslocamento até o elevador e uma conversa com o porteiro do prédio, a quem questiona sobre a falta de luz.
No momento em que retorna ao elevador, Daiane inicia um novo vídeo. No entanto, essa gravação nunca foi enviada. A última troca de mensagens com familiares ocorreu na manhã do dia anterior ao desaparecimento. Desde então, não houve mais qualquer contato.
A busca da família após o desaparecimento
A família de Daiane reside em Uberlândia (MG) e possui imóveis em Caldas Novas, cuja administração ficava sob responsabilidade dela. A corretora deveria viajar para passar o Natal com os familiares, mas não compareceu nem avisou sobre qualquer mudança de planos.
Diante da ausência de respostas, a mãe, Nilse Alves Pontes, e a neta tentaram contato telefônico sem sucesso. Após entrarem no apartamento e não encontrarem Daiane, familiares procuraram hospitais, unidades de pronto atendimento e conhecidos. Como nenhuma informação surgiu, o desaparecimento foi oficialmente registrado.
Investigação do caso Daiane Alves Souza entra em nova fase
Com o avanço das apurações, a Polícia Civil de Goiás informou a criação de uma força-tarefa para conduzir o caso. De acordo com a CNN, o trabalho é liderado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) e conta com equipes das delegacias locais.
Segundo a corporação, as diligências incluem oitivas, análises técnicas e ações de campo. Em conversa com a imprensa, a mãe de Daiane afirmou que a investigação passou a tratar o caso como homicídio. A polícia confirmou a atuação do GIH, mas mantém sigilo e não divulga novas informações.
Até o momento, as autoridades não localizaram Daiane Alves Souza nem divulgaram informações sobre possíveis suspeitos.
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